26.10.04

Embriaguez

A cabeça rola de um lado para o outro, num turbilhão de sensações, enquanto o corpo tenta acompanhar. Imagens giram, formam-se na mente, esperando tomarem forma, até que algo significativo apareça.

Deitado na cama, eu espero a tontura ir embora, mas ela não vai. O mal-estar fica rondando, como um gato à espreita da presa, até que eu desista e ele tome conta de mim. Mas não vou desistir. Me apego a formas que não param quietas. Vasculho na memória algo que faça elas me deixarem em paz. Mas nada me surge.

E, então, a imagem dela me aparece. E tudo fica calmo. Eu deito a cabeça para o lado, e durmo. Sonho com ela. Ela é minha embriaguez. Não sinto nada, apenas o limbo me rodeando.