Cuba Libre e um Cigarro
Peço mais um copo de cuba para o bartender, sem gelo, como sempre. Das caixas de som, sai uma canção pop, falando sobre amor, como qualquer canção do gênero, onde o assunto principal da letra são amores perdidos, dores-de-cotovelos, paixões platônicas, e tudo que faça um ser humano sofrer, e que não se esconda por trás da lógica.
Meu copo de cuba é colocado na minha frente, enrolado num guardanapo de papel, molhado pela umidade do copo, com uma fatia pequena de limão boiando na superfície. Pondero se acendo ou não mais um cigarro. Decido não acender. Meu maço tem apenas um.
Pela décima segunda vez me pergunto o que estou fazendo aqui. Tinha prometido a mim mesmo que não viria mais. Mas, sou teimoso, e venho. Sento-me no mesmo banco alto, de frente para o espelho na parede atrás do balcão. Meus olhos por trás de meus óculos estão inchados, como se eu tivesse dormido e esquecido de acordar.
O banco ao meu lado está vago. Talvez ela sente ali, se vier. Se vier. Mas, nas outras vezes ela também não apareceu. Fiquei sentado bebendo cuba libre e fumando, olhando meus olhos inchados no espelho. Cena que se repete agora, e da maneira como eu sempre ajo, vai se repetir numa próxima vez.
Robert Plant agora ecoa no ambiente. Gosto dessa música, não é tão vazia quanto as que tocaram até agora. Quero ir para a casa, mas talvez seja melhor esperar a música acabar.
A porta de entrada, estilo saloon de velho-oeste, abre. Não me viro para olhar quem é. Espero entrar no meu campo de visão no espelho. Mas não é ela. É apenas outra garota. Nova, não deve ter mais do que dezenove anos. Usa um vestido longo, que me lembra os hippies dos anos setenta, e uma blusa de alça, que deixa suas costas nuas, revelando uma tatuagem grande, de algo que fico em dúvida entre uma flor ou uma mariposa. Ou uma mariposa em uma flor, mas não faria sentido. Ela é bonita, a garota. Cabelos escuros, cacheados, e olhos verdes escondidos por óculos de armação redonda.
Mas, não é ela quem eu espero. Pego meu casaco, sobre meus joelhos, viro minha cuba num gole apenas, saio, deixando dinheiro suficiente para a minha conta e uma gorjeta. Neste lugar, penso, não volto mais.
Meu copo de cuba é colocado na minha frente, enrolado num guardanapo de papel, molhado pela umidade do copo, com uma fatia pequena de limão boiando na superfície. Pondero se acendo ou não mais um cigarro. Decido não acender. Meu maço tem apenas um.
Pela décima segunda vez me pergunto o que estou fazendo aqui. Tinha prometido a mim mesmo que não viria mais. Mas, sou teimoso, e venho. Sento-me no mesmo banco alto, de frente para o espelho na parede atrás do balcão. Meus olhos por trás de meus óculos estão inchados, como se eu tivesse dormido e esquecido de acordar.
O banco ao meu lado está vago. Talvez ela sente ali, se vier. Se vier. Mas, nas outras vezes ela também não apareceu. Fiquei sentado bebendo cuba libre e fumando, olhando meus olhos inchados no espelho. Cena que se repete agora, e da maneira como eu sempre ajo, vai se repetir numa próxima vez.
Robert Plant agora ecoa no ambiente. Gosto dessa música, não é tão vazia quanto as que tocaram até agora. Quero ir para a casa, mas talvez seja melhor esperar a música acabar.
A porta de entrada, estilo saloon de velho-oeste, abre. Não me viro para olhar quem é. Espero entrar no meu campo de visão no espelho. Mas não é ela. É apenas outra garota. Nova, não deve ter mais do que dezenove anos. Usa um vestido longo, que me lembra os hippies dos anos setenta, e uma blusa de alça, que deixa suas costas nuas, revelando uma tatuagem grande, de algo que fico em dúvida entre uma flor ou uma mariposa. Ou uma mariposa em uma flor, mas não faria sentido. Ela é bonita, a garota. Cabelos escuros, cacheados, e olhos verdes escondidos por óculos de armação redonda.
Mas, não é ela quem eu espero. Pego meu casaco, sobre meus joelhos, viro minha cuba num gole apenas, saio, deixando dinheiro suficiente para a minha conta e uma gorjeta. Neste lugar, penso, não volto mais.

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