1.1.05

Revisão

"Escritos na beira da Lagoa" de Primeiro de Janeiro.

Hoje é um dia mundialmente conhecido. Em muitas culturas, é o dia que usamos para zerar o passado de um ano, equecer os erros dos últimos 365 dias, e se preparar para novos erros. Fazer promessas que precisam ser cumpridas, mas as abandonamos na semana seguinte. Coisas que nossa alma pede, mas que não ouvimos, pois sentimos penas de nós mesmos, por não termos aquilo.

Não me lembro das promessas que quebrei em 2004. Provavelmente houve um momento do primeiro dia do ano que parei e pensei: "este vai ser o MEU ano", assim como fiz anteas de começar este texto. Por que devo acreditar que este ano vai ser diferente?

Talvez eu deva começar minha jornada com um passo de cada vez. Ver o que eu preciso, descobrir como fazer prar conseguir, mas com a lembrança do que fiz errado da outra vez.

Passei 2004 me lamentando daquilo que eu não tinha. Um amor, um trabalho, dinheiro, fé, eram coisas que me faltavam. ME lamentava por não ter, e não mudava o ponto-de-vista. Reclamava as coias que não tinha, mas não enxergava as que tinha.

Quero evitar isso em 2005. Posso não ter alguém ao meu lado, ainda, mas não há razões para não ter. É uma questão de encontrar a pessoa certa. Ele deve estar por ai, em algum lugar . Tudo que preciso é ter os olhos abertos, dispostos a vê-la, e não fazer nada para espanta-la.

Estou novamente sem dinheiro e sem trabalho. Mas, também é uma questão de saber o que eu preciso, e o que eu quero. Há muito tempo atrás, decidi que iria ser escritor. Ou melhor, um contador de histórias. Por isso, aprendi como fazer isso de diversas maneiras: cinema, literatura, fotografia, um pouco de desenho, quatrinhos. So falta a história certa. Mas isso é uma meta a longo prazo. Pode ser para este ano ainda, ou vou ter que deixar para um futuro a mais longo prazo. Mas não vou desistir. A curto prazo, algo que possa bancar meus outros desejos, os materiais.

Estou aprendendo a ver as coisas com outros olhos. E vejo o mundo mudar ao meu redor. Algumas coisas precisam de esforço, mas geralmente é pelo meu próprio peso, num acúmulo de quase um quarto de século de manias, erros repetidos e desilusões. Mas eu preciso seguir em frente, a passos lentos e decididos.

Como uma grande tartaruga, que se move lentamente em terra, até achar o seu lugar, o seu oceano. Então, ela ganha graça em seus movimentos, e velocidade. E vê o mundo mudar ao seu sredor, sem esforço para faze-lo acontecer.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

É, parece que temos muito mais em comum do que eu acreditava quando passamos as férias juntos na beira dessa mesma lagoa. Há quanto tempo? 15 anos?

Ah, eu tenho uma mémoria estranha. Esqueço de muita coisa importante, que aconteceu há horas, e me lembro de bobagens. Duvido que tu lembres dessa: ainda tens aquelas meias fosforecentes? Não devem ter durado tanto!

Abraço,
Vinicius.

18 de março de 2005 às 15:08  
Anonymous Anônimo said...

E ae guri,
Passando só pra te deixar um abraço.

falow

carlos porto

23 de março de 2005 às 16:51  

Postar um comentário

<< Home