12.11.04

Praça

Todos os dias ele passava por aquele lugar indo para o trabalho. Caminhava apressado, quase sempre correndo alguns minutos contra o relógio. Muitos dias o sol nem havia nascido, estava despontando ainda no horizonte, e ele já estava caminhando pelos ladrilhos da praça.

E, todos os dias em que passava por ali, estava aquela velha figura curvada, sentada no banco da praça, alimentando os pombos com alguns grãos de milho velhos.

A curiosidade sempre esteve presente. Parar, puxar conversa com o velho, sentar-se ao seu lado, e ouvir histórias que aquele homem poderia ter para contar. Mas o tempo era seu inimigo, e ele não se permitia isso nem por um instante.

E continuava seu caminho, rumo ao seu ganha-pão.