5.5.05

Ilusão

E nas graças da deusa adormecida, ele olhou para a verdade.

Não queria acreditar em seus olhos. Aquilo só poderia ser mentira. Seu coração dizia o contrário, que deveria continuar, perpetuar aquele sentimento até que não aguentasse mais. Mas sua cabeça dizia "Pare, está na hora".

As cores do mundo estavam mudando. O colorido estava se tornando cinzento. Uma nova tempestade estava se aproximando, e os olhos negros do furacão já o cobriam, sem dar-lhe esperanças para o futuro.

O coração agora jazia partido, num solo arenoso, onde antes havia um jardim de rosas. E o anjo de asas caídas o observava sobre a lápide, onde ele lia seu próprio nome.

Se iludio, e sem saber, isso custou sua própria sanidade. Mas, agora, não teria mais nada a perder. Continuaria sua busca, até encontrar seu verdadeiro destino.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Dae.

Normalmente nos cegamos quando sentimos que o sentimento da pessoa amada está em oposição ao nosso. Nos cegamos para não sentir o mal predestinado... mas as vezes é bom, pois vamos aos poucos desatando os nós que estavam amarrando nosso coração... deixamos que a esperança o desate pouco a pouco... Abraço. Samuel.
Ps.: dá uma passada no meu blog (www.thinkimcrazy.blogger.com.br). Tem novidades.

18 de maio de 2005 às 10:03  

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